Saber VoarChimarruts
Composição: Sander Fróis / Nê
Falar...(falar...)
Que bom quando é pra ti
Sonhar...(sonhar...)
Faz a vida mais feliz
E as estrelas que não posso tocar
Estão tão perto
Estão no teu olhar
Cantar...(cantar...)
Que bom quando é pra ti
Ver teu sorriso
Também me faz sorrir
Oh estrela não deixe de brilhar
Mesmo que tão longe
Sei que ela está lá
Mesmo que eu não te veja
Posso sentir quando pensa em mim
É como não ver o sol
Mas ter certeza que está la
Transformando a noite em dia
Tristezas em alegrias
E aquilo que era vazio
Foi embora pra não voltar mais
Queria saber voar
Pra lá do alto poder ver você
Te ver sorrir te ver sonhar
Coisas lindas quero te dizer
Se um anjo encontrar
Eu vou pedir pra ele te proteger
Oh estrela que me faz enxergar
Que a vida é linda de viver
Ela vivia assim: pés no chão e cabeça nas nuvens!
Caminhava seu caminho querendo se misturar com o vento, com as cores, com os cheiros e sabores.
Detetive por vocação, estava sempre investigando tudo que se passava em volta e dentro dela... vasculhava tudo, desde as caixas de pensamentos empoeiradas até aqueles sentimentos remendadinhos esquecidos lá no cantinho do coração. Sabe aqueles sentimentozinhos que a gente sente e às vezes nem sabe que sentiu? Sabe aqueles pensamentinhos que, caixa aberta, saltavam serelepes sacudindo a poeira e desamassando a roupinha? Eram justamente estes que ela escarafunchava, escarafunchava até soltar gritinhos de "Viva! Viva!" que poderiam ser lidos como "Eureca! Encontrei! Descobri!" ou até mesmo um "Viva! Viva! Estou, de fato, viva!"
Ela vivia assim: pés no chão e cabeça nas nuvens!
De tanto caminhar seu caminho, cabelos ao vento e cara pra cima, não enxergava as pedrinhas que atravessavam sua estrada e, de não enxergar... puf! Dava mergulhos no chão! Olhos rasos d'água e nariz sujinho de terra, ensaiava alguns soluços mas, de repente, observava que lá no chão haviam formiguinhas trabalhadeiras, caminhando enfileiradas, carregando folhas verdes nas costas e aí esquecia-se do tombo, do choro, da dor...
Ela vivia assim: pés no chão e cabeça nas nuvens!
Andava sem parar, até que em um determinado momento, ela parou bruscamente! O céu azulz tingira-se de colorido. Um verdadeiro arco-íris (perdoem-me mas pra mim arco-íris vai ser sempre arco, tracinho, íris) coreografando um ballet que deixaria qualquer Ana Botafogo abobalhada! Seus olhos ficaram hipnotizados por esse farfalhar, sentiu seu coração boquiabertamente acelerante e desejou ardentemente ser uma delas...
Ela vivia assim: pés no chão e cabeça nas nuvens!
-Por favor, por favor, por favor, que eu seja uma delas! - de olhos fechados desejou!
Ao abri-los, percebeu que o colorido se aproximava e então se viu envolta num redemoinho de luz e cores! Não me perguntem como, mas, de repente, como num passe de mágica, elas se misturaram!
Foi então que sentiu suas asinhas adormecidas se abrirem, tal qual flor desabrochando. Só aí observou que seus pés flutuavam e subiam, desciam, faziam movimentos circulares e elípticos que fizeram com que s edesse conta de que alcançara a maior das descobertas: suas asas coloridas lhe davam a oportunidade de VOAR, de ver tudo do alto, em sua complexa completude.
Da última vez que a vi, ela estava assim, com um sorriso no rosto, voando rumo à liberdade!
E ela vivia assim: pés no chão e cabeça nas nuvens!
Pensamentinho de Cabeceira:
"Eu sou eu e meus avessos"
(Padre Fábio de Melo)











